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    26/07/2010 07/09/2010 09:48

    Kopenhagen investe R$ 6 mi em nova campanha da Nhá Benta

    O objetivo é festejar os 60 anos da saborosa mistura de chocolate e marshmallow. A propaganda irá mostrar uma nova versão do doce. Agora, Nhá Benta vem acompanhada de outros dois campeões de venda : o Chumbinho e a Lajotinha

    Karla Spotorno - Época NEGÓCIOS Online

     Ninguém diz que ela já completou 60 anos. Atraente aos olhos, a Nhá Benta está entre os doces brasileiros industrializados mais antigos.

    Para permanecer no mercado de 1950 até os dias de hoje, a famosa mistura entre chocolate e marshmallow contaram com o sabor, que conquistou crianças e adultos, e - é claro - as campanhas publicitárias.

     Desde que comprou a Kopenhagen nos anos 90, o grupo CRM realizou 25 campanhas. E galãs da televisão como Rodrigo Lombardi, Edson Celulari e Fábio Assunção estrelaram algumas delas. A próxima campanha, que custou R$ 6 milhões, entrou no ar nesse último sábado (24/7).

    Além de festejar os 60 anos da Nhá Benta, a propaganda irá lançar uma nova versão da sexagenária. Agora, ela vem acompanhada de outros dois campeões de venda e presentes na memória de muitos adultos e crianças: o Chumbinho e Lajotinha. Apesar da idade, a sinhá continua se renovando.

    Quem gosta do produto fabricado desde 1950 pela Kopenhagen, não tem ideia que ele foi inventado como é hoje a partir de um problema enfrentado pela companhia.

    Nos anos 50, a empresa decidiu ser fornecedora de hóstias para a igreja. O negócio seria interessante e facilmente absorvido na linha de produção, porque a companhia já fabricava finos biscoitos de waffle na fábrica à rua Joaquim Floriano no bairro Itaim Bibi em São Paulo. O fato é que a venda para a igreja não prosperou. Mas um funcionário teve a ideia de aproveitar os biscoitinhos como suporte do doce feito com marshmallow e chocolate, que então se chamava Pão de Açúcar.

    Esse precursor da Nhá Benta tinha um problema grave de perdas ao longo da produção. Cerca de 50% dos bombons se desmanchavam antes de serem embalados. Com a base de waffle, nascia a Nhá Benta. “E ela continua sendo feita do mesmo jeito”, afirma Orlando Glingani, gerente de inovação e marketing da Kopenhagen, fundada há 80 anos por um casal de imigrantes da Letônia.

    O doce é o mais vendido nas 300 lojas da Kopenhagen espalhadas pelo Brasil. Por minuto, são vendidas 40 unidades. Depois da Nhá Benta, os campeões de vendas são Língua de Gato, Lajotinha, Chumbinho e Cherry Brandy.

    O sucesso no país, entretanto, não se repetiu no exterior. Nos anos 90, a empresa investiu na exportação para a Flórida, nos Estados Unidos, mas não deu certo. Por ser muito delicado e de validade muito curta, o doce não apresentava as condições ideais para ser vendido em outro país. Pode-se dizer que virou uma mania exclusivamente brasileira.

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